sexta-feira, maio 28, 2010



Grupo B
Componentes: Daniela Fontana Almenara, Edinilce Barbosa Pinheiro, Hilton L. M. Caminha, Maria Aldenira Silva Coutinho, Maria do Carmo Lopes de França, Sílvia Lourenço de Araújo Israel, Vânia Renata Abreu
Disciplina: Informática e Sociedade
Unidade 3: Seminário Virtual
Turma: RO06IS
Professora Mediadora: Nivia Pereira Maseri de Moraes
Atividade Final: Seminário Virtual


Ações estratégicas e Políticas públicas que, minimamente, fortaleçam o papel do professor em um mundo globalizado e complexo mediado pelas tecnologias

A educação do século XXI traz desafios constantes aos profissionais da educação devido às mudanças que ocorrem num curto espaço de tempo, onde o professor precisa estar atualizado para acompanhar os avanços e descobrir como lidar com o acúmulo de informações, uma vez que tem enraizado os valores, conhecimentos e convicções de outra época. Os desafios a que são submetidos os profissionais da sociedade moderna implicam em rever conceitos, métodos e incorporar na prática pedagógica as transformações das culturas na atualidade, adquirindo, assim, subsídios para desenvolver uma educação de qualidade. As inovações tecnológicas exigem do professor uma reflexão sobre sua prática, pois os alunos são frutos da sociedade informatizada e já vem para a escola com uma infinidade de informações sobre essas tecnologias.
O Vídeo abaixo demonstra como está o perfil dos nossos alunos nesse momento.


Os Sete Saberes de Morin
Com as mudanças da sociedade, o sistema educacioanal precisa estar atento aos saberes necessários à educação do futuro segundo Edgar Morin, apresentamos aqui alguns deles.

Ensinar a Condição Humana - O ser humano é um só tempo físico, biológico, psíquico, cultural, social e histórico. As constantes transformações designam os domínios e constituem uma nova corporeidade. Os objetos técnicos intervêm sobre as fronteiras que os diferenciam e os definem concebendo forças, ações e intenções de um pólo a outro antecipando e reestruturando relações e interações entre o homem e o mundo. A Educação deve mostrar como é possível reconhecer a unidade e a complexidade humana, reunindo e organizando conhecimentos dispersos nas ciências da natureza, nas ciências humanas, na literatura e na filosofia e por em evidência o elo indissolúvel entre a unidade e a diversidade de tudo que é humano.
Ensinar a Compreensão Humana - As intervenções tecnológicas sobre as fronteiras espaço-temporais constituem os paradigmas que norteiam as perspectivas das noções que contribuem para a apreensão cultural e suas implicações individuais e grupais. É necessário desenvolver a aptidão natural do espírito humano para situar as informações em um contexto e em conjunto. É preciso instruir quanto aos métodos para que se estabeleça relações mútuas e influências recíprocas entre as partes e o todo em um mundo complexo.
Enfrentar as incertezas - Compreender os processos de transmissão cultural, e suas apropriações por indivíduos e grupos é uma das possibilidades de enfrentar as incertezas. Traduzir o universo global e ensinar princípios de estratégia que permitam enfrentar os imprevistos, o inesperado e a incerteza, e modificar seu desenvolvimento, em virtude das informações adquiridas ao longo do tempo.
A ética do gênero humano - A ética é um componente existencial do homem, é uma necessidade inerente e subjacente à própria existência e condição para que ele entenda, a razão do ser e de suas ações. A educação precisa se dirigir à "antropo-ética", considerando o caráter ternário da condição humana, que é ser ao mesmo tempo indivíduo/sociedade/espécie. Assim, a ética indivíduo/espécie carece formação baseada na consciência de que o homem é indivíduo, componente da sociedade e da espécie. A partir disso, tecem-se duas grandes finalidades ética e políticas do novo milênio: instituir uma relação de controle mútuo entre a sociedade e os indivíduos pela democracia e conceber a humanidade como comunidade planetária.

No slide abaixo tem todos os saberes e reflexões sobre os mesmos para quem quizer aprofundar a leitura.
Quatro Pilares da Educação




Também é importante pensar nos quatro pilares abordados por Delors. “A analogia com a prática pedagógica se mostra quando diz que a educação deve preocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais, que serão para cada indivíduo os pilares do conhecimento”, afirma Delors. São eles:


Aprender a conhecer, indica o interesse, a abertura para conhecimento, libertando–se da ignorância. Tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento, valorizando a curiosidade, a autonomia e a atenção num processo permanente;


Aprender a fazer, determina-se pela vontade de executar, de correr riscos, de errar mesmo na busca de acertar, enfrentar novas situações de aprendizagem, de trabalho coletivo, a fim de desenvolver a cooperação e a troca de experiências, terem o discernimento de saber resolver situações de conflito e ser flexível;


Aprender a conviver, ou seja, viver juntos com os outros, e isso implica na valorização do ser humano, na compreensão do outro, no respeito às diversas opiniões, na divisão de tarefas comuns, na amizade e no entendimento das relações pessoais;


Aprender a ser, significa ter responsabilidade pessoal, senso crítico e iniciativa. Além de desenvolver a criatividade, a autonomia e reconhecer-se como cidadão que pensa, reflete, age conscientemente.


Recomendamos assistir ao video abaixo que ilustra um dos 4 pilares - Aprender a aprender.
Ações que envolvam políticas públicas



A partir da análise dos quatro pilares que visam contribuir significativamente para a educação do séc. XXI e nos saberes necessários à educação do futuro, apresentamos as seguintes ações e políticas públicas necessárias para fortalecer o papel do professor frente às inovações, às contínuas mudanças na sociedade digital e há tantas informações que circulam num rápido processo de tempo.

Vale a pena clicar e conferir.

http://docs.google.com/View?id=dsf28j9_924b2v3kfv


“Para mudar nossa história e lograr conquistas precisamos ousar em cortar as cordas que impedem o próprio crescimento, exercitar a cidadania plena, aprender a usar o poder da visão crítica, entender o contexto desse mundo, ser o ator da própria história, cultivar o sentimento de solidariedade, lutar por uma sociedade mais justa e solidária e, acima de tudo, acreditar sempre no poder transformador da Educação”.


Zuleide Blanco Rodrigues 
A EDUCAÇÃO NO SÉCULO XXI

Há décadas que essa rotina se repete: os alunos vão à escola para aprender a cultura produzida por toda a humanidade.
Mesmo sem saber o motivo, todos devem memorizar uma grande quantidade de informações sobre todos os ramos do saber. Via de regra, todos afirmam que vão à escola porque os pais obrigam.
Professores e alunos do terceiro milênio devem se perguntar: qual é realmente, o motivo que me trouxe aqui?
Essa luta encarniçada para passar nos exames não é tudo. Olhar para o lado e perceber que alguém está em dificuldades é um aspecto fundamental da dimensão humana que os professores devem desperta nos jovens. Desperta-los para oferecer ajuda antes que o necessitado a solicite.
Passar de uma série a outra não é a principal glória, particularmente, se o agraciado foi violento com os colegas e praticou vandalismo ao patrimônio público. Despertar, no educando, a consciência clara e objetiva é uma tarefa de todos os dias.
A consciência objetiva é desenvolvida mediante uso sistemático de laboratórios de informática, física, química, matemática permitindo transformar os alunos em cidadãos autônomos e livres.
Nascer, crescer, estudar, casar, ter filhos, sofrer e morrer não é a principal dimensão humana, mas viver com qualidade de vida e consciente de seus processos psicológicos.
Embora os psiquiatras afirmem que o homem é naturalmente agressivo e violento, a escola deve ensinar seus membros a desenvolver um ambiente de harmonia, sem fobias e preconceitos, eliminando do espaço mental qualquer manifestação de agressividade e discriminação.
A partir dos sete anos, os orientadores já podem inibir os sentimentos negativos de ira, vingança, rebeldia que atentam contra a convivência harmoniosa tanto familiar quanto escolar. Mesmo compreendendo que estas são emoções inerentes à condição humana, ainda assim, são erradicados.
Para atingir esta meta a educação do futuro deve transformar o educando em observador de seus processos internos, emoções, sentimentos, desejos e eliminar o objeto de sua ira, revolta ou vingança. A educação só poderá transformar a sociedade se, primeiro modificar o individuo, o cidadão.
A educação tem valorizado, frequentemente, o medo, porém um aprendiz autoconfiante é mais produtivo. Deve ter liberdade de discordar e criticar de forma sadia e construtiva seus professores, pais e superiores.
Se, por convicção religiosa, o estudante se opor a crer na teoria da evolução deve ser respeitado, porém não poderá desconhecer que uma parcela considerável da humanidade acredita nessa possibilidade.
Os educadores do terceiro milênio devem perde o medo do que dirão seus colegas. Os que temem a critica dos amigos não poderão inovar, revolucionar seu trabalho.
O dogmatismo que se expressou acentuadamente na eclosão da Segunda Guerra Mundial ainda está latente no inconsciente da humanidade. Mesmo a ciência tendo provado que não há superioridade racial esta semente ainda está viva e se manifesta aqui e ali. Erradicar esta crença é, portanto, uma tarefa imprescindível da nova educação.

A ESCOLA DO TERCEIRO MILENIO

De acordo com o senador Cristóvão Buarque para que a nação brasileira desponte como uma potencia educacional nos próximos vinte anos será necessário criar uma Carreira Nacional do Magistério com bons salários, capacita-los no uso didático das novas tecnologias; trabalhando com dedicação exclusiva; destinando parte de seu tempo ao estudo e planejamento. Este educador deve ter total liberdade pedagógica e metas a cumprir.
O apoio financeiro que as escolas recebem deve ter seu valor aumentado. Este apoio econômico deve permitir professor:

a)colocar em primeiro lugar os interesses de seus alunos;

b)despertar nos jovens o prazer por aprender, seja qual for o tema em pauta. Não condicionando o aprendizado aos exames, e sim, o fascínio que a descoberta de novos saberes exerce a necessidade de compreender o mundo;

c)perceber a turma como uma micro comunidade de pessoas que se apóiam e se estimulam ativamente objetivando aprender em conjunto. Este aprendizado deve ultrapassar as paredes da classe e compartilhar com outras comunidades espalhadas na internet.

DECÁLOGO DO BOM PROFESSOR

Vicente Martins


O professor do século XXI é aquele que além da competência, da habilidade interpessoal, do equilíbrio emocional, tem a consciência de que mais importante que o desenvolvimento cognitivo é o desenvolvimento humano, e que o respeito à diferença está acima de toda pedagogia. Portanto, eis os 10 passos.

1)Aprimorar o educando como pessoa

A nossa grande tarefa não é a de instruir, mas a de educar o aluno como pessoa humana, como pessoa que vai trabalhar num mundo tecnológico povoado de corações, de dores, incertezas e inquietações humanas. De nada adianta o conhecimento bem ministrado em sala de aula, se fora da escola o aluno se torna um homem brutalizado, desumano e patrocinador da barbárie.

2)Preparar o educando para o exercício da cidadania

O cidadão não começa quando os pais registram seus filhos no cartório, nem quando o filho, aos dezoito anos, tira sua carteira de identidade. A cidadania começa na escola, desde os primeiros anos da educação infantil e se estende à educação superior; começa com o fim do medo de perguntar, de inquirir o professor, de cogitar outras possibilidades do fazer.

3)Construir uma escola democrática

A gestão democrática é a palavra de ordem na administração escolar. Os educadores que atuarão no novo milênio devem ter nela um principio do qual não arredam pé. Quanto mais a escola for democrática, menos erra e maior é a possibilidade de atender com equidade as demandas sociais. Quanto mais exercitamos a gestão democrática, mais nos preparamos para a gestão da sociedade política e civil organizada. Quem exercita a democracia em pequenas unidades escolares constrói um espaço próprio e competente para assumir responsabilidades maiores na estrutura do Estado.

4)Qualificar o educando para progredir no mundo do trabalho

A escola, através de sues professores, deverá qualificar o educando para aprender a progredir no mundo do trabalho, o que equivale a oferecer instrumentos para dar respostas não acabadas (a vida é um processo inacabado ) a novas demandas sociais, sem medo de perdas, de mudança, de se qualificar. Sem medo do novo.

5)Fortalecer a solidariedade humana

É papel da escola favorecer a solidariedade, mas não a de ocasião, que nasce de uma catástrofe, mas a do laço recíproco, cotidiano e de amor entre as pessoas. É na solidariedade que podemos desenvolver o sentido da adesão à causa do ser e apego à vida de todos os seres vivos.

6)Fortalecer a tolerância recíproca

Um dos mais importantes princípios de quem ensina e trabalha com criança, jovens e adultos é o da tolerância, sem o qual todo magistério perde o sentido de ministério. A tolerância começa na aceitação, sem reserva, das diferenças humanas, expressas na cor, no cheiro, no falar e no jeito de ser. Só a tolerância faz o educador admitir a convivência com alunos tão deferentes de si e, entre si.

7)Zelar pela aprendizagem dos alunos

O domínio do conhecimento não deve estar dissociado da capacidade de ensinar. De que adianta o conhecimento e são saber, de forma autônoma e critica, aplicar as informações? O zelo pela aprendizagem passa pela recuperação daqueles que tem dificuldade de assimilar informações, seja por limitações pessoais ou sociais.

8)Colaborar na articulação da escola com a família

O professor do novo milênio não é mais dono da verdade, capaz de dar respostas a tudo. Articular-se com as famílias é a primeira missão dos docentes, inclusive para contornar situações desafiadoras em sala de aula. Uma criança amada pela família e pela escola é disciplinada. Sem os pais nosso modo de ensinar não vai adiante.

9)Participar ativamente da proposta pedagógica da escola

A proposta pedagógica não deve ser exclusividade dos diretores da escola. O mundo globalizado para o professor começa por sentir-se parte das decisões da escola, da sua organização administrativa e pedagógica. Portanto um professor que não participa se perde na solidão de suas aulas e não tem como se imaginar um ser integrante de um processo holístico e globalizado.

10)Respeitar as diferenças

Se de um lado devemos levantar a bandeira da tolerância, do outro, temos que fazer o mesmo com o respeito às diferenças. Portanto, favorecer a unidade na diversidade; a semelhança na dessemelhança. Seguramente, na escola, há diferentes linguagens, variedades culturais, ideológicas, pedagógicas e diversos modos de ser feliz.